sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

 

 

 

CAPS II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPS II

PERS ONAGENS:
Narrador
Professor Honorato
( Marido)
Elisa
( Esposa)
Psiquiatra

01 — NARRADOR — Professor Honorato, homem de meia idade, casado acha que esta rico com muito dinheiro. Só pensa em comprar, só fala em gastar com viagens, comprar imóveis, trocar de carro, sair de férias para outras cidade, emfim se acha um professor bem sucedido e que ganha muito dinheiro.
     (Os personagens entram em cena cantando a musica me dá um dinheiro ai.
Ficam em suas marcas.)
Quem não conhece o professor Honorato, homem bonito e simpático. Mestre da
matemática, calcula como ninguém, porém não um vintém.
Certo que tudo resolvia, porém uma coisa não entendia. Não encontrava solução
pro professor que tanto sabia. E tomou uma decisão que dá noite pro dia, um rico
professor seria.
02 — ELISA - Honorato, vê se fica quieto um instante, homem de Deus.
03 — HONORATO — Elisa, Elisa, vê se me deixa em paz.
04 — ELISA — Esse homem não consegue dormir mais, há dias que você não dorme
direito homem.
05 — HONORATO — Não tenho sono, como é que tu quer que eu durma hein,
responde, responde.
06— ELISA — E o pior é que você não deixa ninguém sossegado.
07— HONORATO — Cala essa matraca Elisa, to pensando, to pensando.
08 — ELISA — O, meu Deus, esse homem ontem passou a noite.., liga TV, desliga
TV, liga rádio desliga rádio, acende luz, apaga luz, não agüento mais. Honorato
anda prá lá, anda prá cá e não se aquieta.

(Elisa tenta conversar com Honorato.)
09 — NARRADOR — Mas a estória do dinheiro não saiu da sua cabeça, não pensava em outra cojsa, a não ser no dinheiro e começou a transformar os seus salários em grandes capitais, com juros e percentagens. Criou grandes margens de lucros, que tanta imaginação, de tanto calcular pirou.
(Música me dá um dinheiro ai...)
10— ELISA — Honorato, Honorato!
11 — HONORATO — Que queres tu de mim desta vez minha cara Elisa?
12 — ELISA — Você vai acabar perdendo seu emprego de professor. Há dias que
você não vai dá aula.
13 — HONORATO — Pelos meus cálculos esse mês, de acordo com os juros, em
cima do meu salário aplicado no fundão...
14 — ELISA — Que fundão, mais que fundão? Só se for o t...!
15 — HONORATO — Calma Elisa, Ter dinheiro é a solução prá nós. Tudo tá
resolucionado.
16 — ELISA — Você não para de comprar.
17 — HONORATO — Dinheiro é prá essas coisas mesmo.
18 — ELISA — e quem disse, que você tem dinheiro? Você não passa de um
professor.
19 — HONORATO — De acordo com meus cálculos, esse mês temos uma renda
de... sem falar na poupança.
20— ELISA Honorato isso não existe.
21 — HONORATO — Querida Elisa, você não tem do que reclamar, já troquei a
TV, comprei uma máquina de lavar novinha, um vídeo cassete novo, a mobília foi
toda renovada, o que você que mais?
22— ELISA — O Jaime veio ontem, o João antes de ontem, Patrícjo passou aqui
três vezes essa semana.
23 — HONORATO - (Honorato com ciúme) O que esses caras tão querendo, me
conta essa estória direito, sua vadia!

24 — ELISA — Deixe de besteira Honorato, esses são seus cobradores eles já não
me deixam em paz.
25 — HONORATO — Não dê trela prá esses vigaristas. O que vão pensar nossos
vizinhos, as crianças o que vão pensar de você? (Sai)
26— ELISA — Eu acho que Honorato tá é com um parafuso frouxo. (Pensativa)
27— HONORATO - (Entra) Arrume logo suas malas.
28 — ELISA — Vai me mandar embora é, Honorato você tá é louco.
29— HONORATO — Não minha cara Elisa vamos tirar umas férias.
30—ELISA—Férias?
31 — HONORATO — Sim já reservei as passagens.
32 — ELISA — Majs as aulas começaram no mês passado Honorato, férias só em
julho.
33 — HONORATO — Quando não podemos? De acordo com meus cálculos, edsse
mês meu salário vai render o suficiente.
34— ELISA — Tú tá é falando de mais, pega tua pasta e vai cuidar de teus alunos
que é melhor vai, vai, vai.
35 — HONORATO — Quer dizer que o meu dinheiro não serve mais pra você Elisa?
36— ELISA — Que dinheiro?
37— HONORATO — Elisa de acordo com meus cálculos, agente vai viver só de
juros.
38 — ELISA (Irônica) Jura é...
39— HONORATO — Já to pensando em comprar a chácara do Dr. Evaldo, aquele
amigo de infância que hoje é médico.
40— ELISA — A gora pirou de vez.
41 — HONORATO — Nosso fusca 72, vou trocar num gol... Não, é melhor... Sabe...
De acordo com meus cálculos...
42 — ELISA — Já não aguento mais, Ter que engolir a mesma coisa todo dia, para
com isso Honorato.
43 — HONORATO — Pois então, vamos almoçar fora hoje.

44— ELISA Até que seria bom! Honorato, to falando que não dá mais pra engolir
esse teu papo todo dia. Cai na real, não temos dinheiro nenhum.
45 — HONORATO — Não fala besteira, vá chamar as crianças, dinheiro prá gente
não é problema.
46— ELISA — Eu sei, é solução.
47— HONORATO — De acordo com meus cálculos...
48 — ELISA — Você vai parar na cadeia...
49— HONORATO — Olha aqui vagabunda...
50— ELISA - Não me chame de vagabunda.
51 — HONORATO — Quero te dá o melhor e você vem é com esse desaforo, vocE
a gora vai aprender a me respeitar.
(Honorato agride Elisa, está fora de si.)
52 — ELISA — Você tá ficando louco Honorato, pare, pare, pare.

CENA II

53 — NARRADOR — Honorato perde o controle mais uma vez ela não ver outro jeito a não enterna-lo. (Alguém diz, que tal o sta Tereza?)
(Outro ator, não, não precisa basta conhecer o trabalho terapêutico do CAPS) Mas uma coisa que ninguém sabia é que o CAPS já funciona desde 1991 com toda sua equipe que prometia, fazer um trabalho como ninguém, pois com enfermeiro, psicológo e psiquiatra o CAPS nesse tempo já existia.
54 — PSIC — Bom dia D. Elisa, como vai o prof’ Honorato?
55 — ELISA — Muito inquieto, quase não dorme.
56 — PSIC — D. Elisa, a senhora vai ter ajuda-lo muito nesse tratamento.
57 — ELISA — Será que vou agüentar, Dr.?
5S — PS1C — Claro, primeiro o prof° Honorato vai Ter que ver o médico como seu
amigo, um aliado.
59 -- ELISA — E só ele melhorar que num que nem ver o médico.

60 — PSIC — Ë mais a família tem que convence-lo da importância do tratamento.
61 — ELISA — Dr. Sabe o que eu sou obrigada a fazer as vezes, quando ele está
mais agitado? Eu dobro a dosagem daquele remédio aí ele dorme que é uma
beleza.
62 — PSIC — A sra. Jamais deve aumentar ou diminuir a dosagem da medicamento,
sem antes falar com o médico. Isso é muito perigoso.
63—ELISA--E éDr.
64 — PSIC — Claro D. Elisa, só o médico pode incluir ou excluir a medicação da
vida de um paciente. Nunca mais faça isso.
65 — ELISA — Dr. eu não agüento mais, vivo morta de vergonha.
66— PSIC — E por quê? Ele é seu marido.
67— ELISA — Quando ele sai na rua o povo ficam zombando dele; e ai prof’ vai
comprar o que hoje, vai botar o dinheiro em que banco? Olha o prof’ maluco!
Coitado tá dojdinho. Ficou doido de tanto estudar. Dá um dinheiro aí Honorrato?
Esse num tem mais jeito. Prof’3 de acordo com meus cálculos! Ah! Dr. O que é que
eu faço?
68 — PSIC — O tratamento tem que ser feito.
69— ELISA — Será que tem jeito Dr.?
70 — PSIC — Claro, temos uma equipe de profissionais que acompanhará
71 — ELISA — Tomara Dr.
72 — PSIC — Vamos fazer uma triagem de inícjo, de acordo com as necessidade
terá acompanhamento pelo enfermeiro, assistente social, psicólogo se for preciso
pelo psiquiatra.
73 — ELISA — Assim fico mais aliviada, só em ele Ter o sono tranqüilo já é alguma
coisa. Qual é o primeiro passo?
74 — PSIC — Traga-o aqui vamos fazer o que for de melhor.
75 - -ELISA — Claro vou trazer agora mesmo.
76— PSIC — Aqui no CAPS, temos paciente que hoje leva uma vjda normal, são
felizes e já não dão importância ao que dizem na rua.
77— ELISA — Dr. Se ele piorar de vez levo de volta para o hospital.
78 PSIC — Esqueça isso, não há necessidade de hospitaliza-lo, confie em nosso trabalho o CAPS vai ajuda-lo.

CENA III

79 — NARRADOR — Elisa volta prá casa, convence a Honorato ir ao CAPS, faz o
tratamento direitinho. Deixou o preconceito de lado e leva uma vida normal
ensinando.
80— PSIC — Bom dia prof Honorato, que tem prá me dizer hoje?
81 — HONORATO — De acordo com meus cálculos, ( a mulher olha com áh de
revolta. ) volto para sala de aula na próxima semana.
82 — PSIC — A partir de hoje o medicamento será reduzido.
83 — HONORATO — Que bom Dr., depois que comecei a freqüentar o CAPS sou
outra pessoa.
84— PSJC — O doente mental tem solução.
85 — ELISA — Sem medo de ser feliz.
86 - PSIC — Sem a necessidade de hospitaliza-lo.
87— HONORATO — Sem deixar de tomar a medicação
88 — ELISA — Sem a família ea comunidade abandona-lo.
89 — PSIC — Sem deixar o acompanhamento terapêutico pelo o psiquiatra.
90 — HONORATO — Aí sim, o doente mental poderá ser feliz e levar urna vida
normal.

FIM

CLEODON DE OLIVEIRA.

 

  

 

CAPS II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPS II

PERS ONAGENS:
Narrador
Professor Honorato
( Marido)
Elisa
( Esposa)
Psiquiatra

01 — NARRADOR — Professor Honorato, homem de meia idade, casado acha que esta rico com muito dinheiro. Só pensa em comprar, só fala em gastar com viagens, comprar imóveis, trocar de carro, sair de férias para outras cidade, emfim se acha um professor bem sucedido e que ganha muito dinheiro.
     (Os personagens entram em cena cantando a musica me dá um dinheiro ai.
Ficam em suas marcas.)
Quem não conhece o professor Honorato, homem bonito e simpático. Mestre da
matemática, calcula como ninguém, porém não um vintém.
Certo que tudo resolvia, porém uma coisa não entendia. Não encontrava solução
pro professor que tanto sabia. E tomou uma decisão que dá noite pro dia, um rico
professor seria.
02 — ELISA - Honorato, vê se fica quieto um instante, homem de Deus.
03 — HONORATO — Elisa, Elisa, vê se me deixa em paz.
04 — ELISA — Esse homem não consegue dormir mais, há dias que você não dorme
direito homem.
05 — HONORATO — Não tenho sono, como é que tu quer que eu durma hein,
responde, responde.
06— ELISA — E o pior é que você não deixa ninguém sossegado.
07— HONORATO — Cala essa matraca Elisa, to pensando, to pensando.
08 — ELISA — O, meu Deus, esse homem ontem passou a noite.., liga TV, desliga
TV, liga rádio desliga rádio, acende luz, apaga luz, já não agüento mais. Honorato
anda prá lá, anda prá cá e não se aquieta.

(Elisa tenta conversar com Honorato.)
09 — NARRADOR — Mas a estória do dinheiro não saiu da sua cabeça, não pensava em outra cojsa, a não ser no dinheiro e começou a transformar os seus salários em grandes capitais, com juros e percentagens. Criou grandes margens de lucros, que tanta imaginação, de tanto calcular pirou.
(Música me dá um dinheiro ai...)
10— ELISA — Honorato, Honorato!
11 — HONORATO — Que queres tu de mim desta vez minha cara Elisa?
12 — ELISA — Você vai acabar perdendo seu emprego de professor. Há dias que
você não vai dá aula.
13 — HONORATO — Pelos meus cálculos esse mês, de acordo com os juros, em
cima do meu salário aplicado no fundão...
14 — ELISA — Que fundão, mais que fundão? Só se for o t...!
15 — HONORATO — Calma Elisa, Ter dinheiro é a solução prá nós. Tudo tá
resolucionado.
16 — ELISA — Você não para de comprar.
17 — HONORATO — Dinheiro é prá essas coisas mesmo.
18 — ELISA — e quem disse, que você tem dinheiro? Você não passa de um
professor.
19 — HONORATO — De acordo com meus cálculos, esse mês temos uma renda
de... sem falar na poupança.
20— ELISA Honorato isso não existe.
21 — HONORATO — Querida Elisa, você não tem do que reclamar, já troquei a
TV, comprei uma máquina de lavar novinha, um vídeo cassete novo, a mobília foi
toda renovada, o que você que mais?
22— ELISA — O Jaime veio ontem, o João antes de ontem, Patrícjo passou aqui
três vezes essa semana.
23 — HONORATO - (Honorato com ciúme) O que esses caras tão querendo, me
conta essa estória direito, sua vadia!

24 — ELISA — Deixe de besteira Honorato, esses são seus cobradores eles já não
me deixam em paz.
25 — HONORATO — Não dê trela prá esses vigaristas. O que vão pensar nossos
vizinhos, as crianças o que vão pensar de você? (Sai)
26— ELISA — Eu acho que Honorato tá é com um parafuso frouxo. (Pensativa)
27— HONORATO - (Entra) Arrume logo suas malas.
28 — ELISA — Vai me mandar embora é, Honorato você tá é louco.
29— HONORATO — Não minha cara Elisa vamos tirar umas férias.
30—ELISA—Férias?
31 — HONORATO — Sim já reservei as passagens.
32 — ELISA — Majs as aulas começaram no mês passado Honorato, férias só em
julho.
33 — HONORATO — Quando não podemos? De acordo com meus cálculos, edsse
mês meu salário vai render o suficiente.
34— ELISA — Tú tá é falando de mais, pega tua pasta e vai cuidar de teus alunos
que é melhor vai, vai, vai.
35 — HONORATO — Quer dizer que o meu dinheiro não serve mais pra você Elisa?
36— ELISA — Que dinheiro?
37— HONORATO — Elisa de acordo com meus cálculos, agente vai viver só de
juros.
38 — ELISA (Irônica) Jura é...
39— HONORATO — Já to pensando em comprar a chácara do Dr. Evaldo, aquele
amigo de infância que hoje é médico.
40— ELISA — A gora pirou de vez.
41 — HONORATO — Nosso fusca 72, vou trocar num gol... Não, é melhor... Sabe...
De acordo com meus cálculos...
42 — ELISA — Já não aguento mais, Ter que engolir a mesma coisa todo dia, para
com isso Honorato.
43 — HONORATO — Pois então, vamos almoçar fora hoje.

44— ELISA Até que seria bom! Honorato, to falando que não dá mais pra engolir
esse teu papo todo dia. Cai na real, não temos dinheiro nenhum.
45 — HONORATO — Não fala besteira, vá chamar as crianças, dinheiro prá gente
não é problema.
46— ELISA — Eu sei, é solução.
47— HONORATO — De acordo com meus cálculos...
48 — ELISA — Você vai parar na cadeia...
49— HONORATO — Olha aqui vagabunda...
50— ELISA - Não me chame de vagabunda.
51 — HONORATO — Quero te dá o melhor e você vem é com esse desaforo, vocE
a gora vai aprender a me respeitar.
(Honorato agride Elisa, está fora de si.)
52 — ELISA — Você tá ficando louco Honorato, pare, pare, pare.

CENA II

53 — NARRADOR — Honorato perde o controle mais uma vez ela não ver outro jeito a não enterna-lo. (Alguém diz, que tal o sta Tereza?)
(Outro ator, não, não precisa basta conhecer o trabalho terapêutico do CAPS) Mas uma coisa que ninguém sabia é que o CAPS já funciona desde 1991 com toda sua equipe que prometia, fazer um trabalho como ninguém, pois com enfermeiro, psicológo e psiquiatra o CAPS nesse tempo já existia.
54 — PSIC — Bom dia D. Elisa, como vai o prof’ Honorato?
55 — ELISA — Muito inquieto, quase não dorme.
56 — PSIC — D. Elisa, a senhora vai ter ajuda-lo muito nesse tratamento.
57 — ELISA — Será que vou agüentar, Dr.?
5S — PS1C — Claro, primeiro o prof° Honorato vai Ter que ver o médico como seu
amigo, um aliado.
59 -- ELISA — E só ele melhorar que num que nem ver o médico.

60 — PSIC — Ë mais a família tem que convence-lo da importância do tratamento.
61 — ELISA — Dr. Sabe o que eu sou obrigada a fazer as vezes, quando ele está
mais agitado? Eu dobro a dosagem daquele remédio aí ele dorme que é uma
beleza.
62 — PSIC — A sra. Jamais deve aumentar ou diminuir a dosagem da medicamento,
sem antes falar com o médico. Isso é muito perigoso.
63—ELISA--E éDr.
64 — PSIC — Claro D. Elisa, só o médico pode incluir ou excluir a medicação da
vida de um paciente. Nunca mais faça isso.
65 — ELISA — Dr. eu não agüento mais, vivo morta de vergonha.
66— PSIC — E por quê? Ele é seu marido.
67— ELISA — Quando ele sai na rua o povo ficam zombando dele; e ai prof’ vai
comprar o que hoje, vai botar o dinheiro em que banco? Olha o prof’ maluco!
Coitado tá dojdinho. Ficou doido de tanto estudar. Dá um dinheiro aí Honorrato?
Esse num tem mais jeito. Prof’3 de acordo com meus cálculos! Ah! Dr. O que é que
eu faço?
68 — PSIC — O tratamento tem que ser feito.
69— ELISA — Será que tem jeito Dr.?
70 — PSIC — Claro, temos uma equipe de profissionais que acompanhará
71 — ELISA — Tomara Dr.
72 — PSIC — Vamos fazer uma triagem de inícjo, de acordo com as necessidade
terá acompanhamento pelo enfermeiro, assistente social, psicólogo se for preciso
pelo psiquiatra.
73 — ELISA — Assim fico mais aliviada, só em ele Ter o sono tranqüilo já é alguma
coisa. Qual é o primeiro passo?
74 — PSIC — Traga-o aqui vamos fazer o que for de melhor.
75 - -ELISA — Claro vou trazer agora mesmo.
76— PSIC — Aqui no CAPS, temos paciente que hoje leva uma vjda normal, são
felizes e já não dão importância ao que dizem na rua.
77— ELISA — Dr. Se ele piorar de vez levo de volta para o hospital.
78 — PSIC — Esqueça isso, não há necessidade de hospitaliza-lo, confie em nosso trabalho o CAPS vai ajuda-lo.

CENA III

79 — NARRADOR — Elisa volta prá casa, convence a Honorato ir ao CAPS, faz o
tratamento direitinho. Deixou o preconceito de lado e leva uma vida normal
ensinando.
80— PSIC — Bom dia prof Honorato, que tem prá me dizer hoje?
81 — HONORATO — De acordo com meus cálculos, ( a mulher olha com áh de
revolta. ) volto para sala de aula na próxima semana.
82 — PSIC — A partir de hoje o medicamento será reduzido.
83 — HONORATO — Que bom Dr., depois que comecei a freqüentar o CAPS sou
outra pessoa.
84— PSJC — O doente mental tem solução.
85 — ELISA — Sem medo de ser feliz.
86 - PSIC — Sem a necessidade de hospitaliza-lo.
87— HONORATO — Sem deixar de tomar a medicação
88 — ELISA — Sem a família ea comunidade abandona-lo.
89 — PSIC — Sem deixar o acompanhamento terapêutico pelo o psiquiatra.
90 — HONORATO — Aí sim, o doente mental poderá ser feliz e levar urna vida
normal.

FIM

CLEODON DE OLIVEIRA.

 

CAPS II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPS II

PERS ONAGENS:
Narrador
Professor Honorato
( Marido)
Elisa
( Esposa)
Psiquiatra

01 — NARRADOR — Professor Honorato, homem de meia idade, casado acha que esta rico com muito dinheiro. Só pensa em comprar, só fala em gastar com viagens, comprar imóveis, trocar de carro, sair de férias para outras cidade, emfim se acha um professor bem sucedido e que ganha muito dinheiro.
     (Os personagens entram em cena cantando a musica me dá um dinheiro ai.
Ficam em suas marcas.)
Quem não conhece o professor Honorato, homem bonito e simpático. Mestre da
matemática, calcula como ninguém, porém não um vintém.
Certo que tudo resolvia, porém uma coisa não entendia. Não encontrava solução
pro professor que tanto sabia. E tomou uma decisão que dá noite pro dia, um rico
professor seria.
02 — ELISA - Honorato, vê se fica quieto um instante, homem de Deus.
03 — HONORATO — Elisa, Elisa, vê se me deixa em paz.
04 — ELISA — Esse homem não consegue dormir mais, há dias que você não dorme
direito homem.
05 — HONORATO — Não tenho sono, como é que tu quer que eu durma hein,
responde, responde.
06— ELISA — E o pior é que você não deixa ninguém sossegado.
07— HONORATO — Cala essa matraca Elisa, to pensando, to pensando.
08 — ELISA — O, meu Deus, esse homem ontem passou a noite.., liga TV, desliga
TV, liga rádio desliga rádio, acende luz, apaga luz, não agüento mais. Honorato
anda prá lá, anda prá cá e não se aquieta.

(Elisa tenta conversar com Honorato.)
09 — NARRADOR — Mas a estória do dinheiro não saiu da sua cabeça, não pensava em outra cojsa, a não ser no dinheiro e começou a transformar os seus salários em grandes capitais, com juros e percentagens. Criou grandes margens de lucros, que tanta imaginação, de tanto calcular pirou.
(Música me dá um dinheiro ai...)
10— ELISA — Honorato, Honorato!
11 — HONORATO — Que queres tu de mim desta vez minha cara Elisa?
12 — ELISA — Você vai acabar perdendo seu emprego de professor. Há dias que
você não vai dá aula.
13 — HONORATO — Pelos meus cálculos esse mês, de acordo com os juros, em
cima do meu salário aplicado no fundão...
14 — ELISA — Que fundão, mais que fundão? Só se for o t...!
15 — HONORATO — Calma Elisa, Ter dinheiro é a solução prá nós. Tudo tá
resolucionado.
16 — ELISA — Você não para de comprar.
17 — HONORATO — Dinheiro é prá essas coisas mesmo.
18 — ELISA — e quem disse, que você tem dinheiro? Você não passa de um
professor.
19 — HONORATO — De acordo com meus cálculos, esse mês temos uma renda
de... sem falar na poupança.
20— ELISA Honorato isso não existe.
21 — HONORATO — Querida Elisa, você não tem do que reclamar, já troquei a
TV, comprei uma máquina de lavar novinha, um vídeo cassete novo, a mobília foi
toda renovada, o que você que mais?
22— ELISA — O Jaime veio ontem, o João antes de ontem, Patrícjo passou aqui
três vezes essa semana.
23 — HONORATO - (Honorato com ciúme) O que esses caras tão querendo, me
conta essa estória direito, sua vadia!

24 — ELISA — Deixe de besteira Honorato, esses são seus cobradores eles já não
me deixam em paz.
25 — HONORATO — Não dê trela prá esses vigaristas. O que vão pensar nossos
vizinhos, as crianças o que vão pensar de você? (Sai)
26— ELISA — Eu acho que Honorato tá é com um parafuso frouxo. (Pensativa)
27— HONORATO - (Entra) Arrume logo suas malas.
28 — ELISA — Vai me mandar embora é, Honorato você tá é louco.
29— HONORATO — Não minha cara Elisa vamos tirar umas férias.
30—ELISA—Férias?
31 — HONORATO — Sim já reservei as passagens.
32 — ELISA — Majs as aulas começaram no mês passado Honorato, férias só em
julho.
33 — HONORATO — Quando não podemos? De acordo com meus cálculos, edsse
mês meu salário vai render o suficiente.
34— ELISA — Tú tá é falando de mais, pega tua pasta e vai cuidar de teus alunos
que é melhor vai, vai, vai.
35 — HONORATO — Quer dizer que o meu dinheiro não serve mais pra você Elisa?
36— ELISA — Que dinheiro?
37— HONORATO — Elisa de acordo com meus cálculos, agente vai viver só de
juros.
38 — ELISA (Irônica) Jura é...
39— HONORATO — Já to pensando em comprar a chácara do Dr. Evaldo, aquele
amigo de infância que hoje é médico.
40— ELISA — A gora pirou de vez.
41 — HONORATO — Nosso fusca 72, vou trocar num gol... Não, é melhor... Sabe...
De acordo com meus cálculos...
42 — ELISA — Já não aguento mais, Ter que engolir a mesma coisa todo dia, para
com isso Honorato.
43 — HONORATO — Pois então, vamos almoçar fora hoje.

44— ELISA Até que seria bom! Honorato, to falando que não dá mais pra engolir
esse teu papo todo dia. Cai na real, não temos dinheiro nenhum.
45 — HONORATO — Não fala besteira, vá chamar as crianças, dinheiro prá gente
não é problema.
46— ELISA — Eu sei, é solução.
47— HONORATO — De acordo com meus cálculos...
48 — ELISA — Você vai parar na cadeia...
49— HONORATO — Olha aqui vagabunda...
50— ELISA - Não me chame de vagabunda.
51 — HONORATO — Quero te dá o melhor e você vem é com esse desaforo, vocE
a gora vai aprender a me respeitar.
(Honorato agride Elisa, está fora de si.)
52 — ELISA — Você tá ficando louco Honorato, pare, pare, pare.

CENA II

53 — NARRADOR — Honorato perde o controle mais uma vez ela não ver outro jeito a não enterna-lo. (Alguém diz, que tal o sta Tereza?)
(Outro ator, não, não precisa basta conhecer o trabalho terapêutico do CAPS) Mas uma coisa que ninguém sabia é que o CAPS já funciona desde 1991 com toda sua equipe que prometia, fazer um trabalho como ninguém, pois com enfermeiro, psicológo e psiquiatra o CAPS nesse tempo já existia.
54 — PSIC — Bom dia D. Elisa, como vai o prof’ Honorato?
55 — ELISA — Muito inquieto, quase não dorme.
56 — PSIC — D. Elisa, a senhora vai ter ajuda-lo muito nesse tratamento.
57 — ELISA — Será que vou agüentar, Dr.?
5S — PS1C — Claro, primeiro o prof° Honorato vai Ter que ver o médico como seu
amigo, um aliado.
59 -- ELISA — E só ele melhorar que num que nem ver o médico.

60 — PSIC — Ë mais a família tem que convence-lo da importância do tratamento.
61 — ELISA — Dr. Sabe o que eu sou obrigada a fazer as vezes, quando ele está
mais agitado? Eu dobro a dosagem daquele remédio aí ele dorme que é uma
beleza.
62 — PSIC — A sra. Jamais deve aumentar ou diminuir a dosagem da medicamento,
sem antes falar com o médico. Isso é muito perigoso.
63—ELISA--E éDr.
64 — PSIC — Claro D. Elisa, só o médico pode incluir ou excluir a medicação da
vida de um paciente. Nunca mais faça isso.
65 — ELISA — Dr. eu não agüento mais, vivo morta de vergonha.
66— PSIC — E por quê? Ele é seu marido.
67— ELISA — Quando ele sai na rua o povo ficam zombando dele; e ai prof’ vai
comprar o que hoje, vai botar o dinheiro em que banco? Olha o prof’ maluco!
Coitado tá dojdinho. Ficou doido de tanto estudar. Dá um dinheiro aí Honorrato?
Esse num tem mais jeito. Prof’3 de acordo com meus cálculos! Ah! Dr. O que é que
eu faço?
68 — PSIC — O tratamento tem que ser feito.
69— ELISA — Será que tem jeito Dr.?
70 — PSIC — Claro, temos uma equipe de profissionais que acompanhará
71 — ELISA — Tomara Dr.
72 — PSIC — Vamos fazer uma triagem de inícjo, de acordo com as necessidade
terá acompanhamento pelo enfermeiro, assistente social, psicólogo se for preciso
pelo psiquiatra.
73 — ELISA — Assim fico mais aliviada, só em ele Ter o sono tranqüilo já é alguma
coisa. Qual é o primeiro passo?
74 — PSIC — Traga-o aqui vamos fazer o que for de melhor.
75 - -ELISA — Claro vou trazer agora mesmo.
76— PSIC — Aqui no CAPS, temos paciente que hoje leva uma vjda normal, são
felizes e já não dão importância ao que dizem na rua.
77— ELISA — Dr. Se ele piorar de vez levo de volta para o hospital.
78 PSIC — Esqueça isso, não há necessidade de hospitaliza-lo, confie em nosso trabalho o CAPS vai ajuda-lo.

CENA III

79 — NARRADOR — Elisa volta prá casa, convence a Honorato ir ao CAPS, faz o
tratamento direitinho. Deixou o preconceito de lado e leva uma vida normal
ensinando.
80— PSIC — Bom dia prof Honorato, que tem prá me dizer hoje?
81 — HONORATO — De acordo com meus cálculos, ( a mulher olha com áh de
revolta. ) volto para sala de aula na próxima semana.
82 — PSIC — A partir de hoje o medicamento será reduzido.
83 — HONORATO — Que bom Dr., depois que comecei a freqüentar o CAPS sou
outra pessoa.
84— PSJC — O doente mental tem solução.
85 — ELISA — Sem medo de ser feliz.
86 - PSIC — Sem a necessidade de hospitaliza-lo.
87— HONORATO — Sem deixar de tomar a medicação
88 — ELISA — Sem a família ea comunidade abandona-lo.
89 — PSIC — Sem deixar o acompanhamento terapêutico pelo o psiquiatra.
90 — HONORATO — Aí sim, o doente mental poderá ser feliz e levar urna vida
normal.

FIM

CLEODON DE OLIVEIRA.

 

                                   O ENFICADO

Como poderia imaginar que um dia alguém iria lembrar daquela lendária história que parecia ter perdido-se no tempo. A história deixa marcas no tempo, marcas que não se apagam, são feridas que cicatrisam-se. Uma coisa ou outra parece ficar esquecida, no entanto  as vozes dos mais antigos ecoam  como em conchas acústicas  e se propagam como nas ondas dos rádios, e  o velho ditado prevalece, só sei que foi assim.

Ao comemorar-se aquele dia  os adultos falavam em conciencia, as crianças ouviam atentamente o sermão do vigário  que falava da liberdade e em favor da vida, da luta contra a descriminação racial, falava de luta de classes e lembra como os negros foram massacrados pelos  seus senhores nas antigas senzalas, debaixo de chicotes e trabalhos forçados. Foi bem ali naquele terreiro, onde só haviam as marcas profundas  do sofrimento no tronco. Embora com suas estruturas bastante comprometida ainda mantia-se de pé o símbolo do poder dos senhores da terra, do gado e dos escravos.  Estava bem ali, diante dos  olhos das pessoas, um patrimônio histórico sem dúvida, o velho casarão do Sr. Barão de Aquiráz, um casarão que certamente fora erguido pela mão de obra escrava, que fora tão belo no passado, digamos que de passagem,  símbolo da força e do poder estava alí ainda de pé, em ruínas e frágil, sem força, abandonado, aparentimente sem sentido nenhum. Quem diria, que a famosa residência do Barão um dia seria esquecido pelo próprio tempo, tão belo e tão robusto, tão cheio de  lendas, com tantas histórias pra contar. Uma dessas histórias ainda é contada pelos mais antigos e repetida pelos mais jovens.  A veracidade desse conto, está bem ali diante de nossos olhos, no terreiro da casa do Enficado. Uma enorme rocha, bem próxima de sua apoteótica obra ou seja, seu belo palacete com uma enorme pedra que supostamente serviria como um dos degraus da casa bem na parte da frente embelezando mais ainda aquela monumento em que    todos os serviçais se curvavam, sentiam-se cada vez mais impotentes diante de tamanho poder.

Naquele dia o Barão de Aquiraz ordenou ao seu capataz, o carrasco aquele que amedrontava e maltratava os escravos com suas ameaças e a ponta do seu chicote, a ordem seria que  escolhido o mais forte, robusto e corajoso negro a pegar a enorme pedra sem ajuda de nenhum outro companheiro e a conduzisse até a varanda da casa do Enficado. Ele queria  com isso a todo custo que essa fosse a pedra que serviria de degrau para aporta de entrada do casa grande. A gigantesca rocha  ficava bem distante da residência do do Barão, de tal forma que nenhum ser humano seria capaz de conduzi-la até a varanda do Enficado. Más o Barão não queria  demonstrar nenhuma fraqueza diante do seu poder, mesmo reconhecendo que seria impossível tal proeza, não deu ouvidos se quer a Baronesa e a  a Sinhá Moça que embora fizessem parte de todo aquele complexo tinham sensibilidade o bastante para compreender a o ato de  desumanidade e crueldade que  ali estava sendo aplicado com aquele ser humano. O Barão não era homem de duas palavras, para ele voltar a traz seria uma demonstração de fraqueza perante toda a senzala e seus subalternos uma desonra na verdade. O jovem negro fez-se forte em sua ação, cumpriu naquele momento perante seus irmãos uma atitude coragem e confiança em si mesmo, em nenhum momento fraquejou e muito menos humilhou-se perante ao patrão, não implorou clemência,  ergueu a enorme pedra e cambaleando a carregou lentamente ao  terreiro da Enficado, mesmo sobre as ameaças do carrasco,  sentia-se cada vez mais mais forte, de maneira covarde e cruel o negro foi espancado e  algumas vezes parecia que ia tombar, cair e não mais levantar.Diante dos seus irmãos sentia-se um   glorioso guerreiro. Todos o admiravam e ao mesmo tempo sofria tanto  quanto ele naquele martírio interminavel. Apesar de tanta força e coragem o pobre escravo não suportou tamanho  sofrimento e ao aproximar-se da varanda  da casa grande perdeu toda as suas energias,  tombando diante dos olhos do patrão, cambaleou, não suportou o peso da pedra que  ao cair deu o último suspiro. Conta=se que a enorme pedra caiu junto com o jovem escravo sobre o seu corpo, ficando sobre ele as marcas da crueldade do Barão. Simbolizada pelo peso  da grande rocha e a força do seu patrão não o fez fraco naquela ocasião. Conta-se que o escravo morreu debaixo da pedra e que após o acontecimento aquela pedra nuca foi removida e até hoje  permanece  no mesmo lugar junto ao corpo do escravo, está lá pra quem quiser ver, é só ir lá para  conferir. Eu ainda não vi não, mas te digo com toda franqueza, a casa do Enficado existe, foi o símbolo do poder dominante da época, más a pedra também existe, ele é o símbolo da resistência do escravidão, do negro da época e de hoje, todo dia é dia de consciência negra.

 

 Assaré,03 de dezembro de 2009.

 

Cleodon de oliveira

 

DA JANELA (1986)

 

-  Olá.
- Oi.
-
 O que você está fazendo ai deitado nessa rede?
- Pensando.
- Pensando? Más pensando o quê?
- Na vida.
- Posso saber o que pensas realmente?
- Você sabe, não preciso lhe contar.
- Por que você olha tanto por esta janela.
- porque atrás dela eu vejo o céu, as vezes tão azul, outras tão cinzento e ainda outras vezes misturado;
- Você gosta dele.
- De quem?
- Do céu. De quem estamos falando?
- Ah sim, do céu. Desculpe. Eu gosto dele sim, é tão misterioso, infinito...
- Gostaria de ir pra lá?
- Bem, quem não gostaria. Dizem que é muito bom por lá, só que não conheço ninguém que já esteve por lá.
- E, você tem razão, más eu ti fiz uma pergunta, eu quero uma resposta concreta.
- Sim, gostaria sim, mas não agora.
- E porque não? Você parece tão infeliz na terra, embora não demonstre más eu sei que você se considera o fracassado, é sim, você até agora não conseguiu mostrar a ninguém que realmente um cara capacitado.
- Dizem por aí que sou inteligente e que só não venci na vida por que tenho esse problema...
- Já sei, já sei, há sempre uma desculpa, ou você é isso, ou aquilo, não teve sorte, foi o destino, e a sua capacidade intelectual, atrofiou também2
- Claro que não!
- E então, por que se acomodou?
- Sei lá, o tempo passa tão rápido e além do mais a sociedade é muito injusta e...
- E por que não tenta vencer essa tal sociedade? (Sistema)?
- Mas eu estou tentando.
- Agora! Más porque não o fez antes?
- Talvez o medo, o complexo, sei lá eu fiquei meio perdido durante muito tempo e só agora estou conseguindo sair do fundo do poço, isto é, estou tentando.

- Eocéu?
- Céu! Que céu?
- Você está um pouco desligado.
- Ah sim, o céu.. sabe, agora que despertei mais pra vida eu quero fazer algo de positivo por aqui. Até agora só decepções, desilusões, magoas, frustrações, tudo coisas negativas, preciso apagar essas coisas da minha mente.
- É, eu entendo. Posso ti dar um conselho
- Claro, e porque não?
- Não se deixe levar pela fraqueza, pelo pessimismo e nem por pessoas de má influencia se você continuar sempre com pensamentos positivos, acredite, você atingirá seus objetivos, mais cedo ou mais tarde terá uma resposta.
- 0k. Obrigado pela dica, é exatamente o que pretendo fazer.
- Olha, dessa janela você encontrara muitas respostas as suas interrogações. Através dela você se inspira e soltará tudo que há em sua mente. Abra a janela, olhe para o céu e se liberte.
- Puxa! Que legal conversar com vocêestou me sentindo bem mais forte, será que vou continuar sempre assim?
- Só você responderá a sua pergunta .Thau.
- Espere, quem é você, qual o seu nome? Caramba, ele se foi e nem se identificou. Quem será ele? Nem se quer vi o seu rosto. Espero termos novos diálogos sempre que abrir a janela gostaria de o encontrar novamente.
- Quem será?
Fim...
(Cleodon de Oliveira)

  

                   O SINAL

 

          Contar uma história como conta o contador popular, isso talvez eu não saiba, porém o que me conto eu até que gosto de levar ao papel, e essa história e mais outras que conta Aquino de carvalho, um homem robusto e origem camponesa, vinde de outras terras, suas histórias são tão robusta quanto seu própio corpo riliço, dica de passagens gordas não pela própia natureza, más pelo seu apetite agussado e de gosto pelas apetitosas comidas do sertão.

          Na verdade não vou contar sobre ele, vou expressar alguns dos seus fabulosos contos desse povo cheio de histórias e melancólicas aventuras.

          Havia Romoaldo casado com uma das mais belas jovem daquela região, uma paixão ainda não vista por aquele povo do sertão cearense, era um casal de jovens muito queridos e elogiados por todos.

          Romoaldo uma boa pinta cheio de vida e muito cobiçado por outras garotas que por ali moravam, ele sempre bem aparentado e de muito bom gosto, usava roupas requintada, chapéu de abas largas de massa e marca legitíma, dos animais que cavalgava, não avia nada melhor nem mais bonito em toda região, era de causar inveja a qualquer um;

           Ainda recém casado, o fogo da paixão corria em suas veias, ela por outro lado correspondia a todos os seus desejos, sempre que ia a cidade costumava presentea lá com alguma coisa, mesmo que fossem o mais simples dos presentes, todos o admiravam pelas suas atitudes, isso impressionava as donzelas que o observavam, nada igual havia acontecido com todos os casais que residiam naquele lugarejo.

          Senta o velho tagarela, Aquino de Carvalho, que Romualdo, por ser muito vaidoso, cuidava muito bem do seu corpo, nem mesmo um sinal em sua pele jamais havia nascido, no entanto impressionava se facilmente com qualquer mudança que percebesse em seu organismo, pois sempre gozou de boa saúde, portanto não admitia qualquer agressão ao seu corpo, mesmo que fosse de maneira natural, isso era motivo pra questionar com as pessoas das quais ele convivia diariamente, tornando um simples fato em um enorme problema;

          Certo dia ao sair do banho notou em seu ombro direito uma pequena mancha, tentou removêla achando que seria uma minúscula sujeira, foi em vão, a manchinha permaneceu intacta, visível a olho nu; isso para ele era motivo de sobra para se impressionar, enquanto não visse essa coisinha sumir do seu corpo era obsessão na certa. Por muito tempo o assunto não era outro. A partir desse pontinho branco no seu ombro direito sua vida mudou radicalmente. Não podia permanecer muito tempo sozinho. Procurava por alguém para falar do assunto. Sempre interrogando e mostrando as pessoas sua tão insignificante manchinha, que para muitos não passava de um sinalzinho que nunca o faria mal; no entanto ele não se convencia de que aquilo no seu corpo não era simplesmente um sinal;

 

          Sua jovem esposa tentou convence-lo a todo custo do contrario, no entanto suas dóceis palavras não foram o suficiente para tranqüilizá-lo, apesar da simplicidade do caso, pra Romoaldo a coisa que invadia o seu precioso corpo era algo gravíssimo, um caso que só a ciência seria capaz de dar uma resposta convincente, decidiu procurar o médico e assim o fez, marcou uma consulta com um médico que passava naquela região quinzenalmente. O famoso Dr. farmacêutico Arióstolo Gonçalves.

         Quinze dias contados passaram-se, Romoaldo ansioso prepara-se para sua tão desejada consulta, nesse dia acordara mais cedo que o de costume, sua esposa preparou sua roupa preferida para ir consultar-se com o famoso Farmacêutico da qual ele foi indicado. Ainda muito cedo arreio seu belo cavalo. Um animal que fazia inveja a qualquer cavaleiro que desejasse possuir um bicho de estimação. Romoaldo com sua vaidade que era sua marca registrada de homem de boa pinta, nesta manhã ensolarada estava impecável, sua esposa sentia-se mais orgulhosa do que nunca ao ver o marido ainda com o ego bastante elevado, apesar de não está indo a uma festa e sim consultar-se com Dr. Arióstolo Gonçalves, o famoso farmacêutico.

         Logo após o café da manhã Romoaldo despediu-se da jovem esposa, pediu-lhe que rezasse por ele, ele o tranqüilizou com palavras confortantes, dizendo-lhe que não se preocupasse que aquilo passaria de um simples sinal, coisa sem muita importância.

         Por mais que ouvisse qualquer opinião, Romoaldo não se convencia da simplicidade do seu caso, seu corpo terá que perfeito como, sem nenhum sinal, mesmo que fosse chamado de sinal de beleza.

        

 

 

 

         Apesar da vaidade Romoaldo e pessa muito simples, simpático e muito querido por todos na região, principalmente pelas donzelas que tanto lhe admiravam não só pela suas belezas más também pela sua personalidade. Ao sair em sua montaria exibindo seu belo cavalo cumprimentava atos que por ele passassem, e isso fazia com recebesse notáveis elogios como; Que rapaz simpático! Muito educado esse rapaz, ou, menina de sorte essa, casar com um homem desse.

         Romoaldo finalmente está frente a frente com o Dr. Arióstolo, muito nervoso, tenso, espera que o médico pronuncie as primeiras palavras após os cumprimentos. O médico de aparência acima dos cinqüenta, tranqüilo e demonstrando bastante experiência, indaga ao paciente o que o fez vir até ele. Romoaldo com meias palavras conta acerca do seu problema demonstrando grande preocupação, em seguida interroga. Tenho cura doutor? O farmacêutico com ar de riso responde. Preciso examiná-lo primeiro, crei que não é coisa grave. O médico solicita que tire a roupa, atentamente, não identifica anormalidade superficial no corpo do jovem, elogia-o pelo porte físico  que tem, demonstrando que goza de completa saúde, quanto ao sinal que percebo no ombro direito do rapaz, não acrescenta nada ,  apenas  sorridente , olha para o rapaz e diz,

         _ Meu jovem, isso não é nada de mais. É apenas um sinal.

         Romoaldo não se convence das simples palavras ditas pelo farmacêutico e exige que recomende um medicamento, ele quer a qualquer custo que lhe receito um remédio e insiste com a pergunta. Tenho cura doutor.

         O médico não hesita

 a reafirmar com toda certeza,. Seu caso é comum, apenas um sinal, de qualquer forma vou medicá-lo, já que insiste!

         Romoaldo sente-se mais confortável com as últimas palavras do Dr. Arióstolo. O médico ao garantir que Romoaldo goza de boa saúde recomenda-o a esquecer que o sinal exite e que nos próximos quinze dias trará um pomada que solucionará o que ele considera de um caso  grave que pro farmacêutico não passa de uma normalidade.

 

 

 

 

 

 

 

         Ao retornar a sua casa  encontra sua esposa nos afazeres domestico, ela ao perceber sua presença  envolvesse nos  braços do marido beija-o e em seguida pergunta acerca da consulta, ele diz que foi tudo bem e que em quinze dias o Dr. Arióstolo trará um medicamento que o deixará curado, que na realidade isso não passa de um simples sinal. A garota transborda de felicidade ao ouvir as palavras do seu amado marido, no entanto ele não deixa transparecer se ar de preocupação, de insegurança, de desconfia

         Romoaldo deixa a esposa cuidando das obrigações domesticas e vá  levar se animal para  estrebaria, ao  finalizar os cuidados com o cavalo, pega uma corda que encontra-se bem próximo do mesmo afasta-se do cavalo vai até uma arvore ao lado, observa atentamente os galhos,escolhe o que parece ser o mais firme, joga acorda pra cima arrodeando o lho, está preparado ao nó, coloca acorda  no pescoço, sobe em outro galho da árvore, , não hesita em saltar, romoaldo não acreditando na cura do que ele considerava ser um grande mal resolve dá uma solução trágica ao seu problema, a forca foi preparada silenciosamente se que ninguém percebesse, enforcou-se ali mesmo bem no terreiro de casa, o animal que encontrava-se próximo dele, relinchou  várias vezes, a jovem estanhando a demora e ao mesmo tempo ouvindo o relinchar do cavalo sem te um sensação estranha e corre até o terreiro pra vê o que está acontecendo, ao observar o marido pendurado na árvore corre aos prantos a pedido de socorro, logo alguns trabalhadores que por perto estavam tentam socorrer Romoaldo, com o corpo ainda quente é retirado da forca que o mesmo havia preparado, já estava sem vida, a garota entra em desespero, implora para que o salvem, no entanto era impossível, Romoaldo estava morto, a cura que tanto desejava jamais iria acontecer, pois segundo o médico ele gosava de plena saúde, não tinha portanto ter que se curar de algo que não existia.

        

                  

                   Cleodn de Oliiveira 

                                                         Iguatu , 20 de maio de 2007.


 

 

CULMINÂNCIA DO PROJETO "DESCOBRINDO NOSSA CULTURA@"! 🎉
Após meses de entrevistas inspiradoras com cinco artistas idosos, o projeto "Descobrindo Nossa Cultura" celebra sua culminância em um evento emocionante! 🧡
Tivemos uma roda de conversa incrível com os idosos doi CEREi (Centro de Reabilitação do Idoso no Instituto dos Cegos), onde cada um teve a oportunidade de compartilhar suas vivências e opiniões, enriquecendo nosso entendimento sobre a sabedoria e a arte que reside em cada um deles.
🗓️ Perdeu a exibição ao vivo? Não tem problema!
A roda de conversa completa foi exibida no dia 19 de fevereiro, às 20h, e está disponível em nosso canal:
➡️ YouTube: Descobrindo Nossa Cultura (Coloque aqui o link direto para o vídeo ou canal)
Este projeto é um orgulho, aprovado pelo Edital da Pessoa Idosa da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), e realizado com muita dedicação por Cleodon de Oliveira.
Um agradecimento especial à produção de Márcio Silva e à direção de Válber Oliveira. E para garantir que todos pudessem participar, contamos com a acessibilidade incrível da intérprete de Libras Elenilde Pereira.
Ao final do evento, os professores de teatro Lucas e Fernanda nos brindaram com depoimentos tocantes, ressaltando a importância vital de iniciativas como o "Descobrindo Nossa Cultura".
Assista, emocione-se e descubra a riqueza da nossa cultura através das histórias de quem mais sa