sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

  

                   O SINAL

 

          Contar uma história como conta o contador popular, isso talvez eu não saiba, porém o que me conto eu até que gosto de levar ao papel, e essa história e mais outras que conta Aquino de carvalho, um homem robusto e origem camponesa, vinde de outras terras, suas histórias são tão robusta quanto seu própio corpo riliço, dica de passagens gordas não pela própia natureza, más pelo seu apetite agussado e de gosto pelas apetitosas comidas do sertão.

          Na verdade não vou contar sobre ele, vou expressar alguns dos seus fabulosos contos desse povo cheio de histórias e melancólicas aventuras.

          Havia Romoaldo casado com uma das mais belas jovem daquela região, uma paixão ainda não vista por aquele povo do sertão cearense, era um casal de jovens muito queridos e elogiados por todos.

          Romoaldo uma boa pinta cheio de vida e muito cobiçado por outras garotas que por ali moravam, ele sempre bem aparentado e de muito bom gosto, usava roupas requintada, chapéu de abas largas de massa e marca legitíma, dos animais que cavalgava, não avia nada melhor nem mais bonito em toda região, era de causar inveja a qualquer um;

           Ainda recém casado, o fogo da paixão corria em suas veias, ela por outro lado correspondia a todos os seus desejos, sempre que ia a cidade costumava presentea lá com alguma coisa, mesmo que fossem o mais simples dos presentes, todos o admiravam pelas suas atitudes, isso impressionava as donzelas que o observavam, nada igual havia acontecido com todos os casais que residiam naquele lugarejo.

          Senta o velho tagarela, Aquino de Carvalho, que Romualdo, por ser muito vaidoso, cuidava muito bem do seu corpo, nem mesmo um sinal em sua pele jamais havia nascido, no entanto impressionava se facilmente com qualquer mudança que percebesse em seu organismo, pois sempre gozou de boa saúde, portanto não admitia qualquer agressão ao seu corpo, mesmo que fosse de maneira natural, isso era motivo pra questionar com as pessoas das quais ele convivia diariamente, tornando um simples fato em um enorme problema;

          Certo dia ao sair do banho notou em seu ombro direito uma pequena mancha, tentou removêla achando que seria uma minúscula sujeira, foi em vão, a manchinha permaneceu intacta, visível a olho nu; isso para ele era motivo de sobra para se impressionar, enquanto não visse essa coisinha sumir do seu corpo era obsessão na certa. Por muito tempo o assunto não era outro. A partir desse pontinho branco no seu ombro direito sua vida mudou radicalmente. Não podia permanecer muito tempo sozinho. Procurava por alguém para falar do assunto. Sempre interrogando e mostrando as pessoas sua tão insignificante manchinha, que para muitos não passava de um sinalzinho que nunca o faria mal; no entanto ele não se convencia de que aquilo no seu corpo não era simplesmente um sinal;

 

          Sua jovem esposa tentou convence-lo a todo custo do contrario, no entanto suas dóceis palavras não foram o suficiente para tranqüilizá-lo, apesar da simplicidade do caso, pra Romoaldo a coisa que invadia o seu precioso corpo era algo gravíssimo, um caso que só a ciência seria capaz de dar uma resposta convincente, decidiu procurar o médico e assim o fez, marcou uma consulta com um médico que passava naquela região quinzenalmente. O famoso Dr. farmacêutico Arióstolo Gonçalves.

         Quinze dias contados passaram-se, Romoaldo ansioso prepara-se para sua tão desejada consulta, nesse dia acordara mais cedo que o de costume, sua esposa preparou sua roupa preferida para ir consultar-se com o famoso Farmacêutico da qual ele foi indicado. Ainda muito cedo arreio seu belo cavalo. Um animal que fazia inveja a qualquer cavaleiro que desejasse possuir um bicho de estimação. Romoaldo com sua vaidade que era sua marca registrada de homem de boa pinta, nesta manhã ensolarada estava impecável, sua esposa sentia-se mais orgulhosa do que nunca ao ver o marido ainda com o ego bastante elevado, apesar de não está indo a uma festa e sim consultar-se com Dr. Arióstolo Gonçalves, o famoso farmacêutico.

         Logo após o café da manhã Romoaldo despediu-se da jovem esposa, pediu-lhe que rezasse por ele, ele o tranqüilizou com palavras confortantes, dizendo-lhe que não se preocupasse que aquilo passaria de um simples sinal, coisa sem muita importância.

         Por mais que ouvisse qualquer opinião, Romoaldo não se convencia da simplicidade do seu caso, seu corpo terá que perfeito como, sem nenhum sinal, mesmo que fosse chamado de sinal de beleza.

        

 

 

 

         Apesar da vaidade Romoaldo e pessa muito simples, simpático e muito querido por todos na região, principalmente pelas donzelas que tanto lhe admiravam não só pela suas belezas más também pela sua personalidade. Ao sair em sua montaria exibindo seu belo cavalo cumprimentava atos que por ele passassem, e isso fazia com recebesse notáveis elogios como; Que rapaz simpático! Muito educado esse rapaz, ou, menina de sorte essa, casar com um homem desse.

         Romoaldo finalmente está frente a frente com o Dr. Arióstolo, muito nervoso, tenso, espera que o médico pronuncie as primeiras palavras após os cumprimentos. O médico de aparência acima dos cinqüenta, tranqüilo e demonstrando bastante experiência, indaga ao paciente o que o fez vir até ele. Romoaldo com meias palavras conta acerca do seu problema demonstrando grande preocupação, em seguida interroga. Tenho cura doutor? O farmacêutico com ar de riso responde. Preciso examiná-lo primeiro, crei que não é coisa grave. O médico solicita que tire a roupa, atentamente, não identifica anormalidade superficial no corpo do jovem, elogia-o pelo porte físico  que tem, demonstrando que goza de completa saúde, quanto ao sinal que percebo no ombro direito do rapaz, não acrescenta nada ,  apenas  sorridente , olha para o rapaz e diz,

         _ Meu jovem, isso não é nada de mais. É apenas um sinal.

         Romoaldo não se convence das simples palavras ditas pelo farmacêutico e exige que recomende um medicamento, ele quer a qualquer custo que lhe receito um remédio e insiste com a pergunta. Tenho cura doutor.

         O médico não hesita

 a reafirmar com toda certeza,. Seu caso é comum, apenas um sinal, de qualquer forma vou medicá-lo, já que insiste!

         Romoaldo sente-se mais confortável com as últimas palavras do Dr. Arióstolo. O médico ao garantir que Romoaldo goza de boa saúde recomenda-o a esquecer que o sinal exite e que nos próximos quinze dias trará um pomada que solucionará o que ele considera de um caso  grave que pro farmacêutico não passa de uma normalidade.

 

 

 

 

 

 

 

         Ao retornar a sua casa  encontra sua esposa nos afazeres domestico, ela ao perceber sua presença  envolvesse nos  braços do marido beija-o e em seguida pergunta acerca da consulta, ele diz que foi tudo bem e que em quinze dias o Dr. Arióstolo trará um medicamento que o deixará curado, que na realidade isso não passa de um simples sinal. A garota transborda de felicidade ao ouvir as palavras do seu amado marido, no entanto ele não deixa transparecer se ar de preocupação, de insegurança, de desconfia

         Romoaldo deixa a esposa cuidando das obrigações domesticas e vá  levar se animal para  estrebaria, ao  finalizar os cuidados com o cavalo, pega uma corda que encontra-se bem próximo do mesmo afasta-se do cavalo vai até uma arvore ao lado, observa atentamente os galhos,escolhe o que parece ser o mais firme, joga acorda pra cima arrodeando o lho, está preparado ao nó, coloca acorda  no pescoço, sobe em outro galho da árvore, , não hesita em saltar, romoaldo não acreditando na cura do que ele considerava ser um grande mal resolve dá uma solução trágica ao seu problema, a forca foi preparada silenciosamente se que ninguém percebesse, enforcou-se ali mesmo bem no terreiro de casa, o animal que encontrava-se próximo dele, relinchou  várias vezes, a jovem estanhando a demora e ao mesmo tempo ouvindo o relinchar do cavalo sem te um sensação estranha e corre até o terreiro pra vê o que está acontecendo, ao observar o marido pendurado na árvore corre aos prantos a pedido de socorro, logo alguns trabalhadores que por perto estavam tentam socorrer Romoaldo, com o corpo ainda quente é retirado da forca que o mesmo havia preparado, já estava sem vida, a garota entra em desespero, implora para que o salvem, no entanto era impossível, Romoaldo estava morto, a cura que tanto desejava jamais iria acontecer, pois segundo o médico ele gosava de plena saúde, não tinha portanto ter que se curar de algo que não existia.

        

                  

                   Cleodn de Oliiveira 

                                                         Iguatu , 20 de maio de 2007.


 

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